O acordo a ser firmado permitirá a eliminação de uma quantidade irrisória de armas, diante do colossal arcenal de 50 000 ogivas estocadas no conjunto pelas duas superpotência(Rússia e Estados Unidos), o bastante para errasar o mundo trinta vezes. Em sua conferência na Islândia em 85, Reagan e Gorbachov chegaram a acertar uma redução sensível nos respectivos estoques - 6000 para cada um, mas a negociação acabou esbarrando na insistência soviética em riscar do mapa ,o projeto americano conhecido como Guerra nas Estrelas. Ainda assim o avanço que se obtem com a diminuição dos mísseis na Europa é significativo. Até hoje, todos os tratados entre Whasington e Moscou não cuidaram de reduzir armamentos, mas apenas fixaram tetos máximos para os arsenais nucleares de cada lado.
A Europa, embora se veja livre de um poder de destruição, considerável, continuará, porém, longe da miragem de desnuclearização defendida pelos movimentos pasivista. Eliminam-se apenas as armas intermediárias do solo. Restarão ainda todos os mísseis transportados por submarinos, navios, aviões americanos em operação na Europa, bem como as chamadas ogivas táticas, com alcance de até 100 km e potência destruidora limitada. Ficam também as forças nucleares independentes da França e da Inglaterra, que não entram nas negociações entre EUA e União Soviética, e o lote alemão da Mísseis Pershing I. Segundo cálculos da Campanha do Desmatamento Nuclear, com sede em Londres, permanescerão ainda na Europa, tanto do lado ocidental quanto do lado soviético, armas nucleares que, no conjunto, perfazem a força de 300 000 bombas de Hiroxina.
VEJA, 05/08/87
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